68º dia - Dia da Mãe

O primeiro dia da Mãe longe da minha. Ainda assim não foi impedimento para lhe preparar uma surpresa. Pedi para a minha tia ir ao campo e fazer um ramo de papoilas, as minhas flores preferidas e as da minha mãe. Quando estava no 1º ano a aprender a letra P, surgiu como trabalho de casa escrever uma centena de vezes a palavra papoila. Lembro-me do momento em que perguntei à minha mãe o que era aquilo, lembro-me de ela me pegar pela mão, colocar-me no carro e levar-me até ao campo cheia de papoilas "Isto são papoilas filha". Lembro-me como se fosse hoje da primeira vez que as vi e de pensar o quanto eram lindas. Cada vez que a primavera chegava eu pedia à minha mãe para irmos ver as papoilas e ela nunca me falhou.
Neste dia da mãe, primavera aí em Portugal, ofereci-lhe um ramo de papoilas com uma mensagem num bilhete. Custou-me não poder abraçar a minha mãe neste dia. Se vocês o fizeram sintam-se privilegiados. Para além de minha mãe é a minha melhor amiga. Sem ela eu jamais seria o que sou e jamais teria o que tenho hoje. Estou-lhe eternamente grata por tudo o que faz por mim. Valorizo-a todos os dias, defendo-a com unhas e dentes. Tenho saudades dela. Se houvesse uma forma de ter a minha mãe para sempre comigo...