03 junho 2015

91º dia - Morro da Cruz

Neste dia decidimos ir ao Morro da Cruz onde dá para ver a ilha toda. Estão a ver aquela ponte ali? Para lá da ponte é o continente, já não pertence a Floripa. O dia estava cinzento mas mesmo assim a ilha consegue ser magnífica! Amo esta cidade! Sinto-me em casa. Estarei para sempre grata pela oportunidade de viver nela, por ter sido tão bem recebida! Como disse num post inicial: não levarei nada senão fotografias, não deixarei nada senão pegadas. 







2 comentários:

  1. Estando na parte da emergência pré-hospitalar compreendo bastante aquilo que aqui referes, principalmente quando a minha área de atuação é um dos grandes subúrbios de Lisboa e tem a sua cota parte de idosos que pelo contrário que possa parecer muito sozinhos que te chamam para uma falta de ar ou dor no peito e no fundo o ar que têm falta é companhia e a dor no peito é a solidão que bastam dois dedos de conversa e uma ida ao hospital e na triagem não referem rigorosamente nada. Embora a emergência pré-hospitalar seja em certo ponto diferente daquilo que muitas vezes apanhas na triagem onde muitas das vitimas já vão minimamente estabilizadas (falo porque sei que o SAMU de um modo geral no Brasil funciona de uma forma boa) em casos desses de DMV's acaba por ser bastante recorrente mas o que para mim acaba ser pior é quando chegas a casa de um doente, tentas fazer uma triagem inical da situação antes sequer de avaliar quaisquer parâmetros, perguntas por antecedentes e nunca nada a registar que possa justificar uma ou outra situação ou que te possa alertar para eventuais cuidados a ter com o doente; até aí tudo bem, avalias e transportas da forma mais estável que consegues a vitima, fazes a ficha no guiché chamam para a triagem e passas o doente à enfermeira/o de serviço com tudo o que recolheste e é nessa altura que de repente a acompanhante refere HTA, 3 avc's em que um deles foi à menos de dois anos e diabetes... eu basicamente que bloqueei para a vida por uns minutos....

    Embora não nos conheçamos sou leitor recorrente quanto posso do teu blogue mas desejo-te boa sorte por esses lados do Atlântico e se continuares pela emergência, desejo-te toda a paciência do mundo e mais um pouco!

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    1. Olá Bruno, antes demais muito obrigada pelo teu comentário e pela tua passagem pelo meu blog!
      Fiquei na emergência apenas uma semana para conhecer um pouco da emergência aqui pelo Brasil Concordo com tudo o que disseste. Já estive em visitas domiciliárias aí em Portugal e havia imensos idosos que dramatizavam ao telefone e quando lá chegava só precisavam de companhia e conversa. Custa-me e dói muito acompanhar a solidão destas pessoas. Se há coisa que me assusta é o meu futuro como idosa. Quanto a essa situação que referiste de chegares ao hospital e a história clínica mudar... eu bem que acredito eheh
      Em breve estarei de volta a Portugal :)

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