26 abril 2015

59º dia - Praia da Barra da Lagoa

Cheguei a casa após o estágio cansada mas com vontade de ir à praia, nesse exato momento a pessoa que nunca me falha mete conversa:
- Onde andas? Que vais fazer hoje? - pergunta ela.
- Estou aí em meia hora. - respondi eu.
Apanhámos carona com um surfista e fomos até à praia, para não variar. Para além de adorarmos praia adoramos fotografias, por isso estão a imaginar o resultado das nossas tardes certo?





58º dia - Mensagem especial

"Olá Verónica... Nunca tivemos uma relação próxima e mesmo por isso nunca nos conhecemos uma à outra. No entanto desde que tens o blog que acompanho e comecei a perceber a pessoa que és. Queria dizer-te, que desde que acompanho a tua viagem, dou por mim durante o dia a pensar nas coisas que escreves e como isso me dá uma visão diferente da vida. Não falo da viagem em si, mas da pessoa que és e que tens mostrado através do blog. Normalmente, acho que não mandaria isto a uma pessoa que conheço de vista, no entanto penso nessa tua maneira de ver as coisas e mando. Vamos ser livres, dizer o que achamos, louvar o teu bom espírito e a tua maneira feliz de ver as coisas! No fundo só te queria dizer isto e agradecer por partilhares quem és porque esse simples gesto ajuda outras pessoas a perceberem melhor quem são, pelo menos a mim. Parabéns por isso!!"

Uma das mensagens que tinha mesmo de partilhar e que mudou o rumo do meu 58º dia. Uma mensagem especial de uma pessoa que ganhou a minha admiração. Tudo o que ela me escreveu é tudo aquilo que vos tento transmitir. Fiquei mesmo feliz e no fundo é só isso que importa! Ser feliz e fazer alguém feliz. O blog tem sido um pilar nesta distância devido às pessoas que o seguem. Nunca pensei que o blog fosse ter um impacto tão positivo e pudesse ajudar as pessoas a mudar alguns pensamentos sobre o dia-a-dia de uma vida qualquer. Um obrigada do fundo do coração*

57º dia - Pesadelos vs Felicidade

Passei a noite às voltas na cama, acordei por diversas vezes, suava por todos os poros, dava por mim com almofadas e lençóis no chão. A primeira noite mal dormida no Brasil, o primeiro pesadelo. E quando vos contar vocês irão questionar-se "mas porque raio isso seria um pesadelo?". Pois é, eu não sonhei que tinha tido um acidente, não sonhei que tinha morrido ou que estava a ser devorada por um leão. Não sonhei que estava a haver um tsunami na ilha ou que o avião tinha caído. Eu simplesmente sonhei que tinha voltado para Portugal e que não era feliz. Sonhei que após 2 semanas em Portugal cheguei à conclusão que precisava de voltar para Florianópolis, encontrar emprego aqui, fazer vida aqui. Sonhei que os meus pais não aceitavam e que marquei voo e fugi de Portugal sem ninguém saber. E pronto, para mim foi um pesadelo e tantas, tudo por uma questão de felicidade. O meu coração sofreu de taquicardia uma noite inteira, tenho medo de regressar a Portugal e não me adaptar, sentir tanta falta de Floripa ao ponto de querer voltar de vez. Podem achar que estes meses não serão suficientes para uma pessoa se adaptar e viciar mas são, garanto-vos que são. Vejo a data de regresso cada vez mais perto e sem vontade nenhuma de voltar. Não é por ter uma vida boa aqui, até porque tenho estágio de segunda a sexta e muitas das vezes das 7h as 19h, mas sim por adorar a ilha, as pessoas, as paisagens, a natureza, as praias, a serenidade e tudo o que envolve isso. Não tenho saudades de Portugal, pois parece que foi ontem que parti. Tenho saudades da minha família, claro, mas não sei até que ponto seria melhor viver junto dos meus num local que não gosto ou se viver longe deles mas num local onde sou feliz. Não me tomem por egoísta, se estivessem aqui e vivessem o que vivo compreenderiam.

56º dia - Um dia perdido

Neste dia foi feriado aqui, aproveitei para tirar folga e fui passear com amigos. Íamos visitar uma das cachoeiras mais bonitas de Florianópolis. Quando começámos a trilha passou por nós um grupo de jovens com mau aspecto e de facas na mão. Pronto, dia estragado. Recuámos e passámos o resto da tarde sentados num banco de rua. Bonito.
Nem tudo é o paraíso e como em todo o lado aqui também há perigo, temos que saber quando devemos recuar e nunca armarmo-nos em corajosos e pensar que os males só acontecem aos outros.
Para a próxima não tomo banho, não me penteio, pinto um dente de preto, visto umas roupas largas e levo uma faca pendurada ao pescoço a fazer de colar. Assim já ninguém me estraga os planos, hunf.


55º dia - "Sorri" por D8

O Diogo Valente, mais conhecido por D8, foi desafiado, pelo IPO do Porto, a escrever uma música dedicada ás crianças com cancro. 
Não podia deixar de partilhar, pois para além de adorar a música e o videoclip a letra está perfeita.
As crianças da Pediatria do IPO-Porto são as princesas e os guerreiros do videoclip que ali nasceu e que é um hino à esperança. Chama-se “Sorri” e celebra a vida num tributo prestado aos jovens lutadores que são o rosto da esperança.
No site do IPO-Porto, clicando AQUI, podes fazer o download gratuito da música e deixar um donativo para apoio à atividade de investigação do IPO para que seja possível manter a esperança na cura. Ajuda a esta causa e #SORRI!

25 abril 2015

54º dia - Praia Brava

Decidi ir pela primeira vez a uma das praias do norte da ilha, embora sejam mais longe. Continuo a preferir as praias do sul, têm mais vegetação à volta, casas de madeira, camas de rede e surfistas. No norte, principalmente no Jurerê e Ingleses há imensas moradias, são as zonas/bairros ricos de Floripa.







53º dia - Doce de Oreo

Quem me conhece vai ver este post como uma ironia. Tenho jeito para tudo menos para a cozinha. Mas ainda assim há um doce que eu adoro e tenho feito imenso aqui pelo Brasil, por ser fácil e rápido. Demora 5 minutos a fazer. Só têm que despejar dois pacotes de natas, 1 pacote de leite condensado e 10 bolachas oreos para dentro de um liquidificador. Deixar bater até as bolachas estarem todas partidinhas... et voilá! Aconselho deixarem a taça no frigorífico por umas boas horas para um melhor sabor. A quantidade dará para umas 5 ou 6 pessoas.
Eu juro, é mesmo muito bom! Também podem fazer com outras bolachas, como o kitkat. 
Um conselho: não abusem. Já engordei uns notáveis 4 kg, é gravíssimo!





52º dia - Preta, dizem eles

"Só boa vida, praia todos os dias", "eish, vais chegar cá preta", "imagino esse bronze", "aí é verão o ano inteiro!".
Com todos estes comentários surge então a necessidade de me explicar. 
Meus amigos, o Brasil é do tamanho da Europa sem contar com a Rússia. Tal como o norte da Europa é mais frio que o sul, no Brasil o sul é mais frio que o norte (para quem ainda não chegou lá, quanto mais perto do equador mais quente). Eu estou no sul, portanto aqui não é verão o ano inteiro não. Aí agora é primavera, aqui é outono. O frio está a chegar, esteve a chover torrencialmente durante 2 semanas. Hoje de manhã choveu, à tarde surgiu o sol, capaz de nos derreter a todos. Fomos para a praia, após 2 horas começou a chover, chegámos a casa o sol surgiu novamente. Estive bronzeada, mais que o normal, mas já não estou. Não, não vou chegar a Portugal preta! Antes pelo contrário, quando for a minha partida aqui será inverno e aí verão. Eu chego branca enquanto vocês estão todos bronzeadinhos. Embora aqui o inverno não desça dos 15 graus, está frio e não dá para ir para a praia apanhar sol.
Só para vos consciencializar e não se desiludirem quando chegar branca, tá galera? Se cuidem.

23 abril 2015

51º dia - Azarada

Gente, imaginem-me vestida com o uniforme branco de enfermagem, a sair do hospital em direcção a casa, exausta após 12 horas de estágio, de noite e a chover torrencialmente. Guarda-chuva com dois arames partidos (era o mesmo que estar sem ele), pés encharcados, consegui acertar em todas as poças que surgiam no caminho, cada nome que chamava a São Pedro mais água ele mandava cá para baixo, até que perdi as estribeiras e mentalmente lhe chamei um nome muiiito feio... agora adivinhem. Não, não choveu mais forte porque era impossível! Passou um maldito carro a alta velocidade mesmo em cima de uma poça que por acaso eu estava a passar bem juntinho... estão a imaginar o resultado? O uniforme deixou de ser branco. Parei, inspirei, expirei, limpei a cara, coloquei o guarda-chuva no lixo e... que se lixe São Pedro, eu sou linda de qualquer maneira. Fui a desfilar até casa como uma Miss T'shirt Molhada, nem tive que esperar pelo sinal verde para atravessar a passadeira, eu própria parei o trânsito, hunf! Há que tirar proveito dos azares.

PS: sobrevivi a uma provável gripe.

Para terem uma noção, foi mais ou menos isto.

21 abril 2015

50º dia - CINQUENTA

50 dias, cinquenta dias, CINQUENTA DIAS.

Desculpem mas tive mesmo que escrever para ter a certeza que estou mesmo há 50 dias no Brasil. 50 dias não é nada. 50 dias pode ser tudo. 50 dias é pouco para uns, muito para outros. 50 dias longe de casa. 50 dias a viver numa ilha paradisíaca. 50 dias a lavar roupa à mão. 50 dias de calor. 50 dias são metade de 100 dias. 50 dias a viver numa casa típica brasileira. 50 dias de intercâmbio. 50 dias a comer massa com atum. 50 dias de saudades. 50 dias de felicidade. 50 dias de boa vida. 50 dias de experiências. 50 sombras de Grey. 50 dias inesquecíveis. 50 dias à sombra da bananeira. 50 dias com sotaque brasileiro. 50 dias a sorrir e 0 dias de choro. 50 dias com novos amigos. 50 dias e 50 noites. 50 dias de agradecimento. 50 posts no blog. 50 amanheceres. 50 pôr do sol. 50 dias de praia. 50 dias apaixonada. 50 dias de liberdade. 50 dias cheios.

Fui adotada pelo Brasil há 50 dias e estarei sob os cuidados dele mais 50.





49º dia - Experiências

Desde que realizei o meu primeiro estágio em enfermagem que tenho valorizado mais a vida e todas as oportunidades que esta me dá. Neste momento estou no oitavo e último estágio, e posso já dizer que trago comigo uma bagagem pesada. Lembro-me perfeitamente do meu primeiro paciente, do nome, do seu rosto, do seu corpo, cheiro e até do seu diagnóstico. Todas as pessoas deveriam viver uns dias num hospital só mesmo para observarem e reflectirem como a vida pode mudar em segundos ou como podemos sofrer com as consequências dos nossos atos.
Estes dias têm sido difíceis para mim na unidade, tenho perdido pessoas incríveis que me fizeram crescer mais um pouquinho com as suas histórias e lições. Num dia rimos às gargalhadas e no dia seguinte entram em paragem respiratória. "Ah enfermeiras são frias, enfermeiras não choram", eu não sou fria, eu choro. "ah mas com o tempo isso será um hábito e irás tornar-te uma pessoa fria", desde quando é que a morte pode tornar-se num hábito? Jamais irei ser uma enfermeira fria, e sim, deixo escorrer lágrimas com a família. Desculpem lá se sou empática e sofro com a dor dos outros. Para além de me colocar no lugar da família penso sempre que poderia ser a minha família naquela situação. Tenho medo de os perder. São a base da minha existência, amo-os com tudo aquilo que sou e tenho.
A maior parte dos meus pacientes são doentes oncológicos, idosos, adultos e adolescentes. Todos têm algo em comum... são heróis. Sinto-me pequenina ao lado deles. A área oncológica não é novidade para mim, tenho dois heróis no céu e acompanhei todo o processo desde o diagnóstico até à morte. E vocês agora perguntam-me "como é que te sujeitas a reviver todo esse processo outra vez e vezes sem conta?", não sei, sinceramente não sei. É complicado, eu sofro e ao mesmo tempo sou feliz assim. Tenho altas chances de desenvolver uma depressão, já me disseram, ok. Mas a probabilidade de depressão aumentaria se não trabalhasse na área. Prefiro ser sensível e sofrer do que ser fria e fazer sofrer os outros.
Num destes dias tratei de toda a burocracia de uma admissão de uma paciente tão querida... rapidamente desenvolvemos uma relação excelente como mãe e filha. Realizei o histórico de enfermagem, tentei perceber o que a levou às urgências, sinais e sintomas, acompanhei os exames dela e os resultados sairam. Peguei no prontoário e... o meu mundo desabou. "Cancro avançado no estômago", como?? Porquê?? Era só uma dorzinha no estômago!! Não poderia ser apenas uma úlcera?? Eu tinha que estar presente no momento em que ela recebesse a informação. E estive, não lhe falhei. E ela não falhou... ela encarou o problema como uma nova oportunidade e uma mudança no estilo de vida. A primeira pergunta que fez não foi o tempo que ainda viveria mas sim "acha que vou ficar bonita de lenço na cabeça?" vai ficar linda!! Ela é linda! A força daquela mulher surpreendeu tudo e todos. Aliviou-me o coração. E a filha? À frente da mãe demonstra ser uma guerreira, atrás, refugia-se no fundo do corredor. Eu limitei-me a acompanhá-la na dor sem dizer uma única palavra. O silêncio vale ouro nestas situações, a presença é o melhor que podemos dar para que a pessoa não se sinta sozinha e desamparada.

Soube do grave acidente em Évora e da morte do Miguel. Os meus sinceros sentimentos à família e amigos! 
Nunca sabemos como pode terminar o dia, vivam sempre de maneira a construir boas recordações! Se não podem mudar o mundo, mudem o mundo de alguém. Por favor, sejam vocês próprios, não tentem viver em função de outrem. Sejam honestos, solidários e felizes. Não guardem rancores, não discutam, não ofendam. Todos gostamos de ouvir elogios, façam por isso. Não invejem ninguém, isso significa falta de amor próprio. Olhem-se ao espelho, vejam como são bonitos, elegantes e livres. Amem-se! Antes convencido do que invejoso.

48º dia - Preciso da minha esteticista!

Não vão acreditar mas sabem quem é uma das pessoas que mais sinto falta? Da minha esteticista! Primeiro porque aqui tudo o que envolve estética e beleza é muito caro, em segundo lugar porque não basta ser caro ainda me fazem a depilação como se estivessem a depenar um frango!! Cruz credo! Sem dó nem piedade! Por momentos achei mesmo que nunca mais me iam voltar a nascer pêlos mas os danados voltaram pois claro, e agora tenho que marcar a "depenação" novamente. A minha sorte foi ter trazido a máquina da cera para as pernas e assim só quem sofre são as axilas e virilhas. E mesmo que quisesse não me consigo descuidar, a praia obriga-me a ter estas zonas em alerta. 
A minha querida esteticista Lena tem todo o cuidado e sempre me distrai com conversas, em 20 minutos estou despachada, feliz da vida, mais leve e a sentir-me mulher novamente. E esta daqui? Minhas amigas, em 5 minutos estou pronta para sair da clínica de braços e pernas abertas! Que bom né? Não. É tudo de uma só vez e não há cá conversas! Eu acho que ela pensou "Ai és portuguesa? Então experimenta lá isto para tratar a mania que têm em cima" e zaaaaaap, reviro os olhos, sobem-me os calores, a tensão, tudo! Não ofendo a mulher só por respeito à falta de respeito que ela tem pelas minhas lindas axilas e partes privadas (ainda quero ter filhos tá?).

Lenaaaaaa, vem ao Brasil e salva-me desta tortura, por favor!!


19 abril 2015

47º dia - Welcome Twins

Estou super hiper mega feliz!! As gémeas nasceram! São filhas da minha cunhada, sobrinhas do meu namorado. A mim não sei o que são nem como me irão chamar mas... eu sinto-me uma tia! Primeiro por eles me fazerem sentir da família, em segundo pela óptima relação que tenho com a minha cunhada, em terceiro pela duração e intensidade da minha relação com ele. Acompanhei a gravidez do início ao fim e, embora longe, todos os dias recebo fotografias e vídeos delas! Têm dois dos nomes que eu adoro, Diana e Matilde.  Estou rendida! São lindas, são o típico bebé perfeitinho! Se há algo que me força a voltar para Portugal o mais rápido possível são elas!

46º dia - Praia da Joaquina

Um sábado, faça chuva faça sol, tem que ser passado numa praia. Escolhi a praia da Joaquina por ser uma das minhas favoritas. Foi a primeira praia que estive quando cheguei.  Relembra-me o primeiro dia aqui, com tantas expectativas, tantos medos, tanta curiosidade, tanta felicidade, sem casa, sem amigos, sozinha mas feliz. Hoje, passado 46º dias, não poderia estar mais satisfeita com tudo o que tenho vivido, não poderia estar a aproveitar de outra maneira, não mudarei nada. Acordei a imaginar como será quando chegar o dia que tiver que regressar para Portugal... as lágrimas vieram-me aos olhos. Estou a construir uma forte e séria relação com a ilha da magia. Não haverá maneira de pegar nela e colocá-la bem ao lado da nossa costa vicentina?









18 abril 2015

45º dia - Happy B-day Marisa

Neste dia fui até à Lagoa a um jantar de aniversário de uma amiga portuguesa, na Sunhouse.  Foi um pequeno jantar de intercambistas bem tranquilo. Eles foram para uma festa e eu limitei-me apenas a um café numa esplanada. Elas são um grupo de 3 raparigas que estudam na Universidade de Évora. São impecáveis e divirto-me milhões quando estou com elas, têm um humor contagiante e são muito queridas. São portuguesas e basta. Vejo nelas a "minha casa", um porto de abrigo, pois sei que se algum dia perder as forças, tenho-as comigo. Vejo nelas um pouco de mim. Não precisamos de estar juntas todos os dias, quando estamos damos tudo e divertimo-nos sempre. Sei que quando esta viagem terminar vamos manter contacto e matar saudades de momentos brasileiros, em Portugal.

PS: tenho amigos (bastante) interessados em vocês garotas.










17 abril 2015

44º dia - Cozinha(r) não!

Estou deprimida. Não sei cozinhar. Estou farta de comer as mesmas refeições. Quando quero experimentar algo novo não consigo sequer gostar, sou esquisita, admito. O meu estômago já reclamou comigo e eu tive alguma dificuldade em lhe explicar que a mamãe estava do outro lado do oceano... aí ele começou a rosnar para mim. 
Sem segundas intenções, estou quase a fazer anos e uma bimby seria a prenda ideal. No outro dia tentei fazer uma canja de galinha igual à da minha mãe... mas sem a galinha. Não ficou igual mas ficou boa, embora se parecesse com tudo menos com uma canja. Coloquei pouca água, eu acho.
Olhem esta: perguntei para as minhas colegas de casa se tinham delícias do mar e ela encararam-me durante uns sérios segundos assustadores... após diversas explicações e desenhos conseguiram perceber o que queria. Vocês sabem como se chamam as delícias do mar aqui? Salsichas de caranguejo. Salsichas... Menos né? Também acho. E fiambre? Fiambre para eles é presunto. Keep calm que nós é que estamos certos, não eles.

PS: Ah, experimenta chamar um brasileiro parvo... de parvo. Ele vai sorrir e achar que é um elogio, tranquilo cara.


43º dia - Só um beijo se faz favor

Meus amigos, não se admirem se eu chegar a Portugal e cumprimentar-vos só com um beijo seguido de um abraço. É assim que se cumprimenta em Floripa e vai-me custar voltar ao antigo hábito de dar dois beijos. Na verdade já acho estúpido e sem qualquer sentido dar dois, muitas vezes sem tocar na cara da outra pessoa, correndo o risco de passar pelos lábios do outro sem querer. Nunca vos aconteceu? É ruim né? Pior quando viramos a cara para o mesmo lado, causa algum constrangimento aos mais sensíveis.
Aqui não, o beijo dá-se na bochecha direita e depois um caloroso e curto abraço. Só por isso podem calcular como a população é bem acolhedora e simpática. Sempre preferi abraços a beijos. E não, nunca serei uma tia de Cascais. 

16 abril 2015

42º dia - Páscoa

O único chocolate desta minha Páscoa e sem dúvida o mais saboroso até hoje. Sabe tão bem quando um paciente reconhece a importância do nosso trabalho e faz questão de revelar isso através de pequenos gestos. Embora não permita que nenhum paciente agradeça o que faço por ele, a verdade é que sabe sempre bem ouvir e ler palavras de apoio, é reconfortante, ainda mais para quem está tão longe de casa. Um gesto tão simples foi capaz de melhorar o meu dia e dar um significado à minha Páscoa. Espero que a vossa tenha sido passada junto das pessoas mais importantes!


15 abril 2015

41º dia - Pull a subir pontos

Mal chegue a portugal vou atacar os saldos, principalmente a Pull&Bear, que até agora é onde a wishlist é maior. Adoro este tipo de design fresco, simples e confortável. Aqui no Brasil não temos as famosas lojas europeias, só mesmo a Zara, que é internacional. Vou vendo as novidades através dos sites e já reparei que as tendências deste verão são as peças com franjas, o crochet, o estilo marinheiro e as cores neutras (eu adoro as quatro tendências, já a minha conta não partilha da mesma opinião), quanto às cores neutras, vamos ver se é desta que as meninas deixam os fluorescentes bem guardados nas gavetas, por favor! 
Tenho um shopping bem ao lado de casa e raramente lá vou, a não ser ao supermercado. Tenho poupado muito para poder comprar dezenas de lembranças para oferecer. Só espero que este espírito de poupança permaneça contínuo quando voltar para Portugal. Eu duvido mas pronto.