21 abril 2017

Paris, França

Mal cheguei de Barcelona planeei a viagem a Paris. Porquê Paris? Por dois motivos: viajante iniciante não pode partir por aí sem ter Paris marcado no mapa, e em segundo porque uma das pessoas da minha vida estava lá a viver. Meses sem ela não seria correto. Quanto mais pessoas conheço mais estimo a minha melhor amiga, que raio...
Um dos meus objetivos para 2016 era realizar pelo menos 3 viagens. Cumprido. Nas 3 viagens visitei 3 dos meus melhores amigos, mais útil e agradável que isto era impossível.
Voltando à capital francesa, Paris é, como todas as demais cidades, uma antologia de imagens pessoais, transformadas e recicladas pela memória. Uma cidade obrigatória a visitar, viver já não arriscaria. Paris sempre soou para mim como uma cidade de outro mundo, maravilhosamente romântica (demasiado), o que me obrigou a elevar as expectativas. Regressei pouco ou nada entusiasmada, não sei se pelas expectativas elevadas ou pelo facto de já ter visitado outras cidades com uma fasquia bem superior. No entanto não posso negar que seja uma cidade bonita, senão jamais seria uma das cidades mais turísticas do mundo. Vale a pena e voltarei lá para explorar cada esquina e observá-la com mais atenção, a pressa em visitar os principais pontos turísticos impediu-me de apreciá-la de verdade. Culpa minha, confesso.
Foram apenas 4 dias, 3 dias para descobrir Paris e um para aproveitar a Disneyland. A criança dentro de mim não morrerá nunca. Como fui em novembro apanhei toda aquela maravilhosa decoração natalícia, tanto na cidade como na Disney.

Ora vamos lá numerar os 10 pontos turísticos obrigatórios:

1. Torre Eiffel, à noite, obrigatoriamente. Acreditem, esta torre foi tão odiada durante a construção que naquela época havia quem a chamasse de "monstruosa e inútil". Consideraram destruí-la 20 anos após a inauguração, em 1889, porque a licença de espaço estava vencida. Acabou por ser mantida só porque havia uma antena de rádio no alto. E esta? Ninguém imaginaria que hoje seria o ponto turístico mais visitado no mundo.
2. Sacre-Coeur e Montmarte, um bairro situado no ponto mais alto de Paris. No topo fica a Basílica de Sacré-Coeur. Nessa zona fica também o Moulin Rouge, famoso cabaret francês.
3. Champs Élysée, uma avenida bonita, charmosa e com o monumental Arco do Triunfo, que celebra as vitórias militares francesas. Na avenida também existem várias lojas finas de marcas renomadas.
4. Rio Sena, passeio turístico clichê de Paris: andar de barco no rio Sena.

5. Notre-Dame, catedral de estilo gótico construída entre os séculos 12 e 13. O mais importante foi mesmo o Corcunda, que, segundo Victor Hugo, viveu lá no século 15.
6. Jardins do Luxemburgo, bonitinho.
7. Museu do Louvre, um dos museus mais visitados do mundo, a maior parte das pessoas vai apenas para ver a Monalisa, o que torna apreciar o quadro de perto uma missão impossível.
8. Palácio de Versalhes, não fui por falta de tempo, o que me obriga a voltar lá. Vale lembrar que em 1919 o Tratado de Versailles, que encerrou a Primeira Guerra, foi assinado lá, na Galeria dos Espelhos.
9. Galeries Laffayete, a galeria mais requintada de sempre, com uma arquitectura belíssima e produtos luxuosos. No entanto, todo o tempo que lá estive dentro só pensava "a princesa Diana antes de morrer esteve aqui, ela esteve realmente aqui..." meio abananada, assumo-me como uma admiradora da humilde princesa.
10. Praça da Concordia, se gostas de história, então esse lugar vai fazer-te perder a cabeça - perdoem a  piada - 1119 pessoas  foram decapitadas ali, durante a Revolução Francesa. Entre elas estavam o Rei Luis XVI e Maria Antonieta, assim como muitas das nobres cabeças parisienses da época.



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

15 dezembro 2016

Barcelona, España

Ah Barcelona.. essa maravilhosa cidade mediterrânea intemporal! 
Sempre tive um certo desejo de conhecer a cidade. Não me desiludiu, foi amor à primeira vista. Barcelona se reinventa a cada esquina, a cada bairro, a cada ponto de vista. A efervescência cultural das ruas é evidente em vários exemplos góticos e modernistas, estampados em prédios e monumentos, alguns de autoria de Picasso, Miró e Gaudí.
Como o Arnold Classic Europe este ano era em Barcelona juntei o útil ao agradável e fiz as malas. Para melhorar, fui nos exatos dias das grandiosas Fiestas de la Mercè. Ainda não satisfeita com os motivos, exigi que uma das minhas melhores amigas fosse ter comigo a Barcelona para fazermos história juntas. Prometido é devido. São quase 2 décadas a partilhar momentos, segredos e devaneios. Adoro-a, todos os dias. 

Há varios pontos para se cumprir por parte de quem visita Barcelona.
1. Perder-se pelas ruas estreitas do Borne e do Bairro Gótico e descobrir os pontos menos conhecidos da cidade.
2. Percorrer as obras de Gaudí - Sagrada Família, Casa Vicens, Parc Güell, Casa Batlló, Casa Milà etc. (Não tive tempo de visitar tudo mas serve de desculpa para lá voltar)
3. Visitar o Castell de Montjuïc, símbolo da repressão e das batalhas da Cataluña, de onde é possível ter uma vista panorâmica incrível do mar e da cidade.
4. Descer a rua Las Ramblas e deixar-se encantar por toda vivacidade da mesma.
5. Parar a meio para visitar e saborear os ingredientes do tradicional Mercat de la Boqueria. (principalmente as frutas... ai as frutas)
6. ...terminar no Port Vell. Um moderno e largo calçadão, chamado de Passeig Marítim que foi construído à beira-mar, ladeado por palmeiras.
7. Esquecer o metro e percorrer a avenida de Barceloneta a pé até fazer calos. Eu e ela arriscámos e a avenida parecia não ter fim. Todo o sacrifício para assistirmos a um concerto dos Manu Chao à chuva. Hoje percorreria tudo de novo.
8. Se forem no verão, é obrigatória a paragem numa das conhecidas praias, Bogatell, Marbella e Nova Marbella, para os mais extravagantes... estão autorizados a fazer nudismo.
9. Relaxar nas áreas verdes da cidade: Parc de La Ciutadella, Parc de Montjuïc e Passeig Marítim.
10. Assistir um jogo do Barça no Camp Nou ou, pelo menos, fazer o tour. (também deixei para depois)

De alma cosmopolita, dotada de qualidades e imperfeições peculiares a uma metrópole que se preze, há lugar para todos: dos turistas curiosos aos artistas de rua. A regra mais importante aqui é explorar a arquitectura da cidade, que mistura o art nouveau e o contemporâneo. Sem dúvida uma cidade que descreveria a minha personalidade. Aqui eu viveria.


































Tive oportunidade de ver ao vivo enormes personagens do mundo do culturismo. Inclusivé estes dois que provam que tudo é possível, fiquei visivelmente emocionada com a história de ambos. 
Não posso deixar de salientar e parabenizar novamente os culturistas portugueses que elevaram a taça de ouro nesta importantíssima competição: Elsa Pena, Carlos Rebolo, João Fialho e Rui Ferreira!
Para terminar em grande estilo tive o prazer de ver o Arnold ao vivo... QUE SENHOR! Valha m'Deus!